Um dia eu conheci um cara.
Ele entrou na minha vida como muita gente entrou depois que eu comecei esse blog. E eu, do fundo do coração, achei que ele passaria despercebido pela minha vida, sem deixar marcas nem nada. Caí do cavalo.
Ele era a pessoa mais incrível que eu já tinha conhecido. Não por ser bonitinho, gostosinho, inteligente e bem humorado. Ele era tudo isso sim, mas tinha mais alguma coisa lá dentro que o tornava apaixonante.
Talvez fosse isso... ele simplesmente era, sem intenção e sem noção alguma disso.
Nunca ninguém exerceu tamanho poder sobre mim.
Ele me desarmava. Todas as minhas máscaras caiam quando eu estava com ele. Eu podia ser eu mesmo sem medo nenhum, como eu nunca fui com ninguém.
Aliás, medo com ele não existia.
Estar com ele era como numa noite de inverno, você estar em casa envolto num edredon, com uma xícara de café ao lado. Era seguro, era confortável, era bom. E eu sabia que enquanto ele estivesse por lá nada me aconteceria.
Ele me motivava.
Cada vez que eu dava de cara com qualquer tipo de problema que me parecia fora de controle, eu lembrava dele e da história dele. E eu me enchia de coragem para levantar e ir atrás daquilo que era importante pra mim.
Ele me fez continuar em frente quando tudo dizia pra eu desistir.
E eu continuava em frente, dia após dia... esperando que um dia os olhos dele se voltassem pra mim.
Era a profissão dele. O piercing. A tatuagem. As músicas. O signo. Os gostos. Os defeitos. As histórias. O jeito de me tratar como um moleque. A cara de mau. O jeito de dançar. A risada. E os olhos pequenininhos em cada risada. Era falar que me encheria de porrada se um dia eu sumisse da vida dele.
E assim eu fui levando.
Ensaiando as falas para cada encontro nosso, e largando-as ao vento cada vez que eu me via em frente à ele. Ensaiando cada frase escrita num email, num post, num chat de icq.
Sempre procurando ser melhor do que eu era, ser mais forte do que eu era, aguentando mais do que eu podia aguentar. Nunca entregando os pontos.
Me odiando cada vez em que ele estava mal e tudo o que eu podia fazer era mandar um email dizendo pra ele segurar as pontas, que mesmo longe havia alguém que se preocupava com ele. Quando no fundo, eu queria era confortá-lo nos meus braços e dizer que tudo aquilo passaria.
Lamentando cada viagem dele, contando os dias para vê-lo novamente. E pensando nele todos - todos - os dias.
E enquanto ele estava por aqui, esperando por uma ligação. Por uma balada de fim de semana. Por um abraço de despedida que durasse um pouquinho mais apenas do que me era permitido.
Assim foi durante um ano.
Até que depois de tanto pensar, eu resolvi abrir o jogo.
Chega de colocar músicas nesse blog e nunca oferecê-las pra ninguém. Chega de fingir que era só um crush, uma coisinha passageira e que eu superei e estou bem. Eu não superei e eu não estou bem.
Parei e pensei muito no melhor à fazer.
Ou esse cara continuava na minha vida do jeito que eu queria que fosse, ou ele saia dela de uma vez por todas, e só voltasse quando eu estivesse pronto. Mesmo sabendo que eu nunca estaria pronto.
Foda que esse cara não era mais um. Esse cara era, acima de tudo um amigo.
Depois da Marianna, era ele. E eu não tinha direito nenhum de fazer isso com ele. De convidá-lo à se retirar da minha vida assim, sem mais.
Eu fui o culpado. Eu deixei isso nascer, e eu que deveria ir atrás pra acabar com isso de vez.
Sábado eu estive com ele. E no meio de uma conversa, eu decidi que aquela era a hora.
Não sei de onde eu tirei tamanha coragem em olhar pra ele e falar tudo isso que acabei de escrever aqui. Sei que tirei.
Acabou.
Toda esperança que eu tinha de que alguma coisa ainda aconteceria, morreu. Lá, naquela mesa, em meio à tantos cigarros, quando eu ouvi da boca dele que não rola.
Nossa amizade não morreu. Um dia, vamos rir juntos de tudo isso, eu sei. Até lá, ele tem o meu aval de não me poupar de nada.
Beije quem quiser na minha frente, fale de fulano, fale de ciclano. Acima de tudo, somos amigos e amigos fazem isso. E só assim eu vou entender, aceitar, e finalmente esquecer.
Pq o dia em que alguém me fizer o bem que ele me fez, eu vou querer compartilhar essa felicidade com as pessoas mais importantes do mundo pra mim, e ele é o primeiro da lista junto com a Mari.
Não sei se eu devia colocar isso aqui. Amanhã é capaz que eu mude de idéia, e no lugar desse post esteja uma foto de uma flor amarela, ou qq merda do tipo.
Mas eu sei que pelo menos hoje, escrever isso daqui está me fazendo bem. Esse blog daqui sou eu, e eu cansei de sentir e não poder escrever, fingir que estava tudo bem.
Pelo menos hoje, eu senti a necessidade de ser eu.
E se você estiver lendo esse post, não se sinta culpado por nada. Nem pense que isso daqui é uma tentativa de fazer você se arrepender do que me falou e voltar atrás, até pq eu sei que você não funciona assim. Entre tantas outras coisas que eu admiro em você, ser um cara de palavra é a maior delas.
E não pense também que se você sumisse do mapa seria mais fácil. Eu suportaria tudo, menos sua rejeição.
Eu só queria continuar o que eu comecei aquela noite e não consegui terminar. Devo isso não só à mim, mas à você principalmente. Eu abri o jogo com você, e tenho que ir até o final; então você tem que saber de tudo.
Tudo o que eu sinto por você - desde o dia em que eu pisei naquele Montecristo e fiquei te observando por uma hora sem coragem de chegar naquela mesa - não é apenas uma paixonite aguda de adolescente.
Eu sempre fui muito precoce em algumas coisas, mas muito devagar pra outras. Eu estou vivendo os meus 14, 15 anos agora, com 21. E o primeiro cara da minha vida foi você.
Hoje você ocupa um lugar aqui dentro que nenhum outro nunca vai ocupar. Você foi o primeiro. É natural que daqui pra frente qq um que eu conheça seja automaticamente comparado à você; e eu posso adiantar que poucos lhe alcançarão.
Admiração. É a mais pura admiração que eu sinto por você. Eu te tenho como um herói pra mim, e eu queria que você soubesse disso. Talvez agora você entenda pq tantas vezes eu falava que vc era foda...
E se voltar alguns meses atrás nesse blog, vc encontrará muitas coisas que antes pareciam sem sentido, mas que agora se encaixam.
Sim, poderia ser tudo muito mais simples, como vc mesmo falou. Poderíamos ser racionais apenas, agir com a razão e ponto final. Seria muito mais fácil e cômodo. Teria a mesma graça?! Não sei...
Maldita hora em que foi nos dado o direito de pensar, de opinar, de sentir... e a capacidade de apenas aceitar os fatos sem entender como eles funcionam; muito menos opinar, decidir e adequá-los com a nossa necessidade e conveniência.
Tudo ainda é muito recente. Daqui a pouco vc vai embora, atrás dos seus sonhos, e eu aqui vou correr atrás dos meus. Passarão dias, meses, anos. E só lá na frente eu saberei se o que eu fiz foi o melhor.
Eu sei que eu estou aliviado. Eu tirei um fardo das minhas costas – e espero não tê-lo jogado pra você.
E mais uma vez você provou ser merecedor de tudo o que eu sinto aqui. Mais uma vez eu senti que posso contar com você, e quero que você saiba que a recíproca é a mesma.
Eu te amo muito, e espero que um dia eu encontre alguém que me faça sentir tamanha felicidade, pelo simples fato de existir, como vc faz.
E desejo, como nunca desejei nada com tanta força, que você encontre alguém que lhe faça o mesmo bem que você me faz. E que quando isso acontecer, um possa passar a mão no telefone e contar ao outro.
Até lá, nem pense em sumir... senão eu viro homem de verdade e te encho de porrada!
01 setembro, 2003
29 agosto, 2003
27 agosto, 2003
E em meio à toda essa bagunça... hj resolvi entrar no chat do Uol, como há muito tempo não fazia.Conversa vai com um, conversa vem com outro... resumo da história: semana que vem, o Roberto, um médico argentino que além de ser um charme tem uma voz maravilhosa (até agora não acredito que liguei pra ele em Buenos Aires e conversamos por 30 min em espanhol e inglês) e eu temos um drink marcado no Upstairs, bar chiquérrimo do hotel Hyatt, onde ele estará hospedado.
Deus!!! Eu me meto em cada uma...
Deus!!! Eu me meto em cada uma...
26 agosto, 2003
I'm the one that drives away
then follows you back home
I am a street light shining
I'm a wild light blinding bright
burning off alone
I'm a brand new sky
to hang the stars upon tonight
I am a little divided
do I stay or run away
and leave it all behind?
it's times like these you give and give again
it's times like these you learn to love again
it's times like these time and time again
23 agosto, 2003
Semaninha foi bem difícil.
Muita coisa acontecendo comigo, e nessas horas eu me pergunto os motivos que eu tenho pra seguir em frente. Até que ponto vale à pena ?!
Não sei. Só sei que entrar no meu blog, ler comments de pessoas que se preocupam comigo - sendo que a maioria delas eu mal conheço - me fez bem; faz bem pra qq um. Adorei as palavras de todos...
E outra... esse emaranhado de coisas tem um pq.
É a chance que a vida me deu de repensar em tudo. O que eu era, o que eu me tornei, o que eu sou, o que eu fiz, o que eu faço. E como eu serei e o que eu farei daqui pra frente.
Repensar meus valores, meus conceitos, meus atos...
Adoraria poder me enfiar numa ilha deserta, só eu e uma bola chamada Wilson, e por lá ficar um bom tempo.
Me limpar da sujeira da humanidade que a gente acumula através dos anos. Da amargura das palavras que eu disse um dia, da força da raiva que eu senti um dia. Da inveja, do ódio, do amor que um dia eu senti... sentimentos que um dia foram em vão e só trouxeram mágoas.
Me limpar desse barulho de música eletrônica, dessa fumaça de cigarro, do cheiro de corpo e da dependência doentia de outras pessoas. Das drogas e porcarias que eu adoro comer, das marcas que eu adoro sustentar, das futilidades que eu tanto gosto de ostentar. Das coisas sem importância das quais eu adoro me vangloriar.
Do controle remoto, do carro, da escada rolante e do elevador. Me livrar do ócio e do sedentarismo.
Pegar tudo isso e jogar fora. E trocar por uma boa bossa nova de João Gilberto, por um ar sem toxinas, por água, muita água.
Por caminhadas, por luz do sol, por chuva, por um cochilo embaixo duma árvore qualquer. Sem ter que pensar em mais nada. Pelo cheiro de mato, pelo sal do mar, pelo lilás do entardecer. Por uma oração, por um deus qualquer, desde que exista um.
Ser mais simples, humilde, carinhoso, preocupado, atencioso, presente. Pensar mais em mim. Pensar mais no meu corpo, tê-lo como um santuário. Pensar na minha vida. Pensar nos outros. Nos outros que merecem o meu pensamento.
Nada que está aqui é meu, seu ou nosso. Tudo isso aqui foi nos dado. E por simples comodismo, nós tranformamos constantemente pra pior, do jeito que nos fica melhor ou mais fácil. Não é por aí.
Nessa semana, eu só tive duas coisa que me fizeram muito bem.
A primeira delas foi saber que minha irmã descobriu que eu sou gay. Sozinha, ligando os pontos um à um.
E - apesar dela não saber que eu sei - é notável que o carinho dela comigo aumentou; e que eu ganhei mais uma amiga.
A segunda, veio por um email ontem. Enviado pela minha segunda mãe... veio bem à calhar.
A mensagem em si eu já tinha lido, mas o modo como me transmitida me fez bem. Cada imagem me fez bem. A música me fez bem.
E eu espero que faça o mesmo bem à todos aqueles que passam por aqui... Em especial, Reich, Ju, Nando, Ike, Cako, Luiz e Muttley. E à Mari e ao Davi, duas das mais pessoas mais importantes do mundo pra mim, mesmo que eles não passem por aqui.
Prestem atenção em cada frase. E se esse post surtir um efeito, mesmo que seja uma emoçãozinha momentânea, valeu a intenção.
Mude.
Muita coisa acontecendo comigo, e nessas horas eu me pergunto os motivos que eu tenho pra seguir em frente. Até que ponto vale à pena ?!
Não sei. Só sei que entrar no meu blog, ler comments de pessoas que se preocupam comigo - sendo que a maioria delas eu mal conheço - me fez bem; faz bem pra qq um. Adorei as palavras de todos...
E outra... esse emaranhado de coisas tem um pq.
É a chance que a vida me deu de repensar em tudo. O que eu era, o que eu me tornei, o que eu sou, o que eu fiz, o que eu faço. E como eu serei e o que eu farei daqui pra frente.
Repensar meus valores, meus conceitos, meus atos...
Adoraria poder me enfiar numa ilha deserta, só eu e uma bola chamada Wilson, e por lá ficar um bom tempo.
Me limpar da sujeira da humanidade que a gente acumula através dos anos. Da amargura das palavras que eu disse um dia, da força da raiva que eu senti um dia. Da inveja, do ódio, do amor que um dia eu senti... sentimentos que um dia foram em vão e só trouxeram mágoas.
Me limpar desse barulho de música eletrônica, dessa fumaça de cigarro, do cheiro de corpo e da dependência doentia de outras pessoas. Das drogas e porcarias que eu adoro comer, das marcas que eu adoro sustentar, das futilidades que eu tanto gosto de ostentar. Das coisas sem importância das quais eu adoro me vangloriar.
Do controle remoto, do carro, da escada rolante e do elevador. Me livrar do ócio e do sedentarismo.
Pegar tudo isso e jogar fora. E trocar por uma boa bossa nova de João Gilberto, por um ar sem toxinas, por água, muita água.
Por caminhadas, por luz do sol, por chuva, por um cochilo embaixo duma árvore qualquer. Sem ter que pensar em mais nada. Pelo cheiro de mato, pelo sal do mar, pelo lilás do entardecer. Por uma oração, por um deus qualquer, desde que exista um.
Ser mais simples, humilde, carinhoso, preocupado, atencioso, presente. Pensar mais em mim. Pensar mais no meu corpo, tê-lo como um santuário. Pensar na minha vida. Pensar nos outros. Nos outros que merecem o meu pensamento.
Nada que está aqui é meu, seu ou nosso. Tudo isso aqui foi nos dado. E por simples comodismo, nós tranformamos constantemente pra pior, do jeito que nos fica melhor ou mais fácil. Não é por aí.
Nessa semana, eu só tive duas coisa que me fizeram muito bem.
A primeira delas foi saber que minha irmã descobriu que eu sou gay. Sozinha, ligando os pontos um à um.
E - apesar dela não saber que eu sei - é notável que o carinho dela comigo aumentou; e que eu ganhei mais uma amiga.
A segunda, veio por um email ontem. Enviado pela minha segunda mãe... veio bem à calhar.
A mensagem em si eu já tinha lido, mas o modo como me transmitida me fez bem. Cada imagem me fez bem. A música me fez bem.
E eu espero que faça o mesmo bem à todos aqueles que passam por aqui... Em especial, Reich, Ju, Nando, Ike, Cako, Luiz e Muttley. E à Mari e ao Davi, duas das mais pessoas mais importantes do mundo pra mim, mesmo que eles não passem por aqui.
Prestem atenção em cada frase. E se esse post surtir um efeito, mesmo que seja uma emoçãozinha momentânea, valeu a intenção.
Mude.
18 agosto, 2003
Sabe o que eu mais queria ?!
Voltar à época que eu tinha meus 7, 8 anos, onde minha única preocupação estava em fazer a lição de casa pro dia seguinte o mais rápido possível...
Ter as tardes regadas à groselha e sessão desenho na casa da minha avó, ir para a natação, ficar no clube o dia inteiro, andar de bicicleta, ir dormir cedo.
Era tudo tão simples, tão fácil. Tão descomplicado.
Eu era uma criança, inocente e pura. E tinha os olhos brilhando que nem duas jabuticadas pois ainda não sabia o que era maldade.
E na ponta do meu lápis de cor eu tinha a solução de todos os problemas. Eu era eu, eu fazia o que eu queria e todo mundo gostava, todo mundo ainda achava bonitinho. Era legal isso! Eu não tinha que parecer isso ou aquilo, eu agradava só pelo fato de ser criança.
E os adultos, por exemplo. Eu não entendia os adultos... sempre tão preocupados com tudo, cheios de problemas. Preocupados com o que todo mundo pensava. E sempre tão amargos e sérios.
Hoje eu cresci.
E hoje eu sou o amargo, que não tem tempo pra nada, que batalha por dinheiro e por sucesso profissional e é obcecado nisso.
Que pensa antes de agir pra agradar todo mundo e que morre de medo do que os outros pensam dele. Que tem problemas e não sabe como resolver. Que, pra quem vê por fora, é uma pessoa feliz, de bem com a vida; mas por dentro é um fraco.
Hoje eu sou o frio, o estresado, o sério, o mal educado, o complicado. Hoje eu sou aquele que engole seco e atura todo tipo de ofensa e insulto, só pra agradar. E pra parecer educado, bom amigo.
Hoje eu me tornei o maior dos hipócritas. Hoje eu mereço cada tapa na cara que eu já ganhei e vou ganhar da vida.
E pau que nasce torto, cresce e morre torto.
À cada tapa, eu vou olhar pro lado, fingir que não foi comigo e estampar um sorriso na cara. Vou me trancar no banheiro, chorar o quanto for preciso e fumar a quantidade de cigarros que me fizer melhor. Escondido.
E vou levantar a cabeça, sair de lá lindo e loiro, como se nada tivesse acontecido. Só pra parecer forte. Mais uma vez.
Voltar à época que eu tinha meus 7, 8 anos, onde minha única preocupação estava em fazer a lição de casa pro dia seguinte o mais rápido possível...
Ter as tardes regadas à groselha e sessão desenho na casa da minha avó, ir para a natação, ficar no clube o dia inteiro, andar de bicicleta, ir dormir cedo.
Era tudo tão simples, tão fácil. Tão descomplicado.
Eu era uma criança, inocente e pura. E tinha os olhos brilhando que nem duas jabuticadas pois ainda não sabia o que era maldade.
E na ponta do meu lápis de cor eu tinha a solução de todos os problemas. Eu era eu, eu fazia o que eu queria e todo mundo gostava, todo mundo ainda achava bonitinho. Era legal isso! Eu não tinha que parecer isso ou aquilo, eu agradava só pelo fato de ser criança.
E os adultos, por exemplo. Eu não entendia os adultos... sempre tão preocupados com tudo, cheios de problemas. Preocupados com o que todo mundo pensava. E sempre tão amargos e sérios.
Hoje eu cresci.
E hoje eu sou o amargo, que não tem tempo pra nada, que batalha por dinheiro e por sucesso profissional e é obcecado nisso.
Que pensa antes de agir pra agradar todo mundo e que morre de medo do que os outros pensam dele. Que tem problemas e não sabe como resolver. Que, pra quem vê por fora, é uma pessoa feliz, de bem com a vida; mas por dentro é um fraco.
Hoje eu sou o frio, o estresado, o sério, o mal educado, o complicado. Hoje eu sou aquele que engole seco e atura todo tipo de ofensa e insulto, só pra agradar. E pra parecer educado, bom amigo.
Hoje eu me tornei o maior dos hipócritas. Hoje eu mereço cada tapa na cara que eu já ganhei e vou ganhar da vida.
E pau que nasce torto, cresce e morre torto.
À cada tapa, eu vou olhar pro lado, fingir que não foi comigo e estampar um sorriso na cara. Vou me trancar no banheiro, chorar o quanto for preciso e fumar a quantidade de cigarros que me fizer melhor. Escondido.
E vou levantar a cabeça, sair de lá lindo e loiro, como se nada tivesse acontecido. Só pra parecer forte. Mais uma vez.
15 agosto, 2003
14 agosto, 2003
08 agosto, 2003
07 agosto, 2003
Há uma semana minha vida tem sido um inferno.
$ que é bom nada, então vamos hibernar um pouco em casa que é melhor. A balada despedida foi quinta passada, no Azucar, o bar do Emmanuel.
Um happy hour com todos os gerentes do hotel... tb não sei o que eu estava fazendo lá, mas percebi que a minha moral nesse hotel está crescendo e eu estou ganhando espaço. Ponto pra mim.
Tomei o(s) melhor(es) mojito(s) de toda a minha vida – e põe melhores nisso. E o Manu e a Melissa são duas graças à parte!
Sexta feira teve o primeiro evento que eu fiz step by step, desde o começo; um desfile interno pra Mixed. Coisa pequena, de 100 pessoas... e deu tudo mais do que certo!
Balada?! Nem pensar...
Sábado eu ainda que me permiti passar o dia no shopping com a Mari, apenas como consultor de moda da best friend... próxima vida eu venho hétero!
Essa semana, passei todos os dias no hotel até as 8, 9 da noite, vivendo em função da festa de ontem.
Um evento pra 1200 pessoas, com o elenco da Globo em peso – de Vera Fischer (que nem é lá tudo isso) à Reynaldo Gianechinni (que é tudo isso e + um pouco sim)–, uma puta cenografia, provável presença de Gisele Bündchen, que no fim das contas foi pra Bahamas (chato não ?!) fotografar pra Victoria´s Secret e deu no-show...
Sei que eu meti minha cara desde o começo do projeto e fui. Reunião aqui pra acertar hospedagem do povo, reunião lá pra decidir segurança do evento e evitar bicões de plantão, almoço acolá pra assinar contrato; enfim, um sufoco.
Mas ontem, as 23:26 para ser mais exato, quando eu entrei naquele espaço e vi tudo pronto: gente bonita, música boa, comida maravilhosa, cenografia linda, entrada dos convidados funcionando perfeitamente bem... imagina um filho?! Era o meu filho.
E tanto esforço e dor de cabeça valeram à pena... muito à pena!
Meu primeiro eventão... e foi super elogiado! Unilever adorou, Banco de Eventos adorou, imprensa adorou, gerentes adoraram... eu adorei!
Saí do hotel às 3 da manhã, pq às 8hs de hj já tinha reunião com cliente.
Hoje a correria foi menor, nem por isso menos cansativo. Passei duas horas acompanhando a entrevista da Ann Gotlieb (perfumista responsável pelo Lux) à Veja dentro do apto... apesar da simpatia dela, eu tenho mais o que fazer!
Ainda tive que ouvir de uma fudidaça aí da Unilever que eu sou muito bonito mas preciso tomar um Sol assim que possível.
“Vc não parece que tem 21 anos não... tomar um sol faria bem!”
É mole ou quer mais?! Ninguém merece...
Amanhã – finalmente – a semana chega ao fim.
E ontem ainda me apresentam Reynaldo Gianechinni... “Prazer, Giane! Td bem ?!”
Valeu à pena?! Ô se valeu!
$ que é bom nada, então vamos hibernar um pouco em casa que é melhor. A balada despedida foi quinta passada, no Azucar, o bar do Emmanuel.
Um happy hour com todos os gerentes do hotel... tb não sei o que eu estava fazendo lá, mas percebi que a minha moral nesse hotel está crescendo e eu estou ganhando espaço. Ponto pra mim.
Tomei o(s) melhor(es) mojito(s) de toda a minha vida – e põe melhores nisso. E o Manu e a Melissa são duas graças à parte!
Sexta feira teve o primeiro evento que eu fiz step by step, desde o começo; um desfile interno pra Mixed. Coisa pequena, de 100 pessoas... e deu tudo mais do que certo!
Balada?! Nem pensar...
Sábado eu ainda que me permiti passar o dia no shopping com a Mari, apenas como consultor de moda da best friend... próxima vida eu venho hétero!
Essa semana, passei todos os dias no hotel até as 8, 9 da noite, vivendo em função da festa de ontem.
Um evento pra 1200 pessoas, com o elenco da Globo em peso – de Vera Fischer (que nem é lá tudo isso) à Reynaldo Gianechinni (que é tudo isso e + um pouco sim)–, uma puta cenografia, provável presença de Gisele Bündchen, que no fim das contas foi pra Bahamas (chato não ?!) fotografar pra Victoria´s Secret e deu no-show...
Sei que eu meti minha cara desde o começo do projeto e fui. Reunião aqui pra acertar hospedagem do povo, reunião lá pra decidir segurança do evento e evitar bicões de plantão, almoço acolá pra assinar contrato; enfim, um sufoco.
Mas ontem, as 23:26 para ser mais exato, quando eu entrei naquele espaço e vi tudo pronto: gente bonita, música boa, comida maravilhosa, cenografia linda, entrada dos convidados funcionando perfeitamente bem... imagina um filho?! Era o meu filho.
E tanto esforço e dor de cabeça valeram à pena... muito à pena!
Meu primeiro eventão... e foi super elogiado! Unilever adorou, Banco de Eventos adorou, imprensa adorou, gerentes adoraram... eu adorei!
Saí do hotel às 3 da manhã, pq às 8hs de hj já tinha reunião com cliente.
Hoje a correria foi menor, nem por isso menos cansativo. Passei duas horas acompanhando a entrevista da Ann Gotlieb (perfumista responsável pelo Lux) à Veja dentro do apto... apesar da simpatia dela, eu tenho mais o que fazer!
Ainda tive que ouvir de uma fudidaça aí da Unilever que eu sou muito bonito mas preciso tomar um Sol assim que possível.
“Vc não parece que tem 21 anos não... tomar um sol faria bem!”
É mole ou quer mais?! Ninguém merece...
Amanhã – finalmente – a semana chega ao fim.
E ontem ainda me apresentam Reynaldo Gianechinni... “Prazer, Giane! Td bem ?!”
Valeu à pena?! Ô se valeu!
01 agosto, 2003
31 julho, 2003
30 julho, 2003
29 julho, 2003
A vida tem sons
Que pra gente ouvir
Precisa entender
Que um amor de verdade
É feito canção,
Qualquer coisa assim,
Que tem seu começo,
Seu meio e seu fim.
A vida tem sons
Que pra gente ouvir
Precisa aprender
A começar de novo,
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção,
Que fale de amor,
Que faça chorar,
Que toque mais forte esse meu coração.
Ah, coração,
Se apronta pra recomeçar,
Ah, coração,
Esquece esse medo de amar de novo.
E ai daquele que falar que eu sou brega. Provavelmente nunca amou ninguém perdidamente...
Que pra gente ouvir
Precisa entender
Que um amor de verdade
É feito canção,
Qualquer coisa assim,
Que tem seu começo,
Seu meio e seu fim.
A vida tem sons
Que pra gente ouvir
Precisa aprender
A começar de novo,
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção,
Que fale de amor,
Que faça chorar,
Que toque mais forte esse meu coração.
Ah, coração,
Se apronta pra recomeçar,
Ah, coração,
Esquece esse medo de amar de novo.
E ai daquele que falar que eu sou brega. Provavelmente nunca amou ninguém perdidamente...
Jeans Triton - R$ 139,00
Camisa TNG - R$ 85,00
Adidas - R$ 119,00
Entrada no Saci Bar & Karaoke - R$ 5,00
4 garrafas de Smirnoff Ice - R$ 28,00
Terminar a madrugada de sábado cantando e rebolando "Conga Conga Conga" num karaoke cheio de putas em Santana, com direito à filmagem para posterior apreciação da família e depreciação da minha imagem - Não tem preço
Camisa TNG - R$ 85,00
Adidas - R$ 119,00
Entrada no Saci Bar & Karaoke - R$ 5,00
4 garrafas de Smirnoff Ice - R$ 28,00
Terminar a madrugada de sábado cantando e rebolando "Conga Conga Conga" num karaoke cheio de putas em Santana, com direito à filmagem para posterior apreciação da família e depreciação da minha imagem - Não tem preço
25 julho, 2003
RÁ !!
Fiz uma contra oferta pra uma empresa de NY que estava prestes à fechar um evento no Emiliano e consegui que eles fechassem o evento comigo!
Não é pela empresa, nem pela grana do evento, até pq é baixa, coisa de R$ 10 mil. Mas é pelo simples fato de tirar um evento daquele hotel e trazer pra cá.
Emiliano, banana pra vcs !!!
Fiz uma contra oferta pra uma empresa de NY que estava prestes à fechar um evento no Emiliano e consegui que eles fechassem o evento comigo!
Não é pela empresa, nem pela grana do evento, até pq é baixa, coisa de R$ 10 mil. Mas é pelo simples fato de tirar um evento daquele hotel e trazer pra cá.
Emiliano, banana pra vcs !!!
Faltam cinco minutos pro meio dia.
Listening to Moloko - Do you like my tight sweater?!
Tem dias em que esse hotel me enche o saco. Não sei se é o fato dele ser todo moderninho e todo hype, que todo mundo aqui pode fazer o que quiser.
Tem horas em que vira tudo uma bagunça. Ontem eu estava assim, desesperado.
Fechando um evento pra mil pessoas em agosto, no mesmo esquema da festa do Trident White. Passei o dia inteiro em função disso, desde as 8 da manhã.
As 8 da noite, eu tinha que refazer o contrato desse evento (pq uma demente aqui vendou o espaço inteiro pra eles por um valor ridículo), fazer dois orçamentos de clientes que estavam gritando comigo ao telefone, fazer outro orçamento pra uma festa na presidencial do lançamento de uma revista estilo a Wallpaper, e mais um pra Schincariol, que inventou de fechar o hotel pra dar um ar mais hype pra marca.
Fora isso, um relatório diário de eventos, e rever um contrato feito por uma coordenadora que está na área há + de 10 anos, e que pede prum fedelho de 21 revisar suas coisas... inclusive os erros de português.
Tinha tudo pra dar errado, tudo mesmo.
E eu no maior desespero acabei pegando o Emmanuel pra Cristo e desabafei.
"Gui, calma aí que eu isso e isso aqui eu resolvo... ligo pra eles, faço uma média e em 15 minutos eu faço um cardápio legal pra essa festa!"
Algumas coisas eu ainda estava em dúvida, então voltei pra falar com o Rodrigo, o chefe. E ele, com a maior paciência do mundo, me explicou tudo.
O Benjamin, mesmo após eu ter soltado um "Você morreu pra mim!" só por ele ter cortado o cabelo - lógico, aquilo era o charme dele - também vem com a maior calma do mundo conversar comigo, me dá uma puta ajuda e fala preu não ligar pra esse tipo de coisa, até pq eu dou conta disso.
Tinha tudo pra dar errado. Mas acabou dando certo.
Final do dia eu estava super feliz em ver a preocupação - aliado ao profissionalismo - das pessoas que trabalham comigo.
Poder fechar os olhos e confiar em alguém, como eu fiz ontem, é raro. Eu me senti bem, me senti seguro... por mais que as coisas estejam de mal à pior, tem sempre alguém disposto à te ajudar. Pessoas que talvez por terem cargos de chefia. salários altos e uma coleção de fotos na Caras, parecem inacessíveis. Ledo engano.
Mais do que seguro, me senti querido por saber que essa preocupação não é com o Guilherme Oliveira, de Vendas e Eventos. E sim com o Gui, o moleque de todo dia.
Listening to Moloko - Do you like my tight sweater?!
Tem dias em que esse hotel me enche o saco. Não sei se é o fato dele ser todo moderninho e todo hype, que todo mundo aqui pode fazer o que quiser.
Tem horas em que vira tudo uma bagunça. Ontem eu estava assim, desesperado.
Fechando um evento pra mil pessoas em agosto, no mesmo esquema da festa do Trident White. Passei o dia inteiro em função disso, desde as 8 da manhã.
As 8 da noite, eu tinha que refazer o contrato desse evento (pq uma demente aqui vendou o espaço inteiro pra eles por um valor ridículo), fazer dois orçamentos de clientes que estavam gritando comigo ao telefone, fazer outro orçamento pra uma festa na presidencial do lançamento de uma revista estilo a Wallpaper, e mais um pra Schincariol, que inventou de fechar o hotel pra dar um ar mais hype pra marca.
Fora isso, um relatório diário de eventos, e rever um contrato feito por uma coordenadora que está na área há + de 10 anos, e que pede prum fedelho de 21 revisar suas coisas... inclusive os erros de português.
Tinha tudo pra dar errado, tudo mesmo.
E eu no maior desespero acabei pegando o Emmanuel pra Cristo e desabafei.
"Gui, calma aí que eu isso e isso aqui eu resolvo... ligo pra eles, faço uma média e em 15 minutos eu faço um cardápio legal pra essa festa!"
Algumas coisas eu ainda estava em dúvida, então voltei pra falar com o Rodrigo, o chefe. E ele, com a maior paciência do mundo, me explicou tudo.
O Benjamin, mesmo após eu ter soltado um "Você morreu pra mim!" só por ele ter cortado o cabelo - lógico, aquilo era o charme dele - também vem com a maior calma do mundo conversar comigo, me dá uma puta ajuda e fala preu não ligar pra esse tipo de coisa, até pq eu dou conta disso.
Tinha tudo pra dar errado. Mas acabou dando certo.
Final do dia eu estava super feliz em ver a preocupação - aliado ao profissionalismo - das pessoas que trabalham comigo.
Poder fechar os olhos e confiar em alguém, como eu fiz ontem, é raro. Eu me senti bem, me senti seguro... por mais que as coisas estejam de mal à pior, tem sempre alguém disposto à te ajudar. Pessoas que talvez por terem cargos de chefia. salários altos e uma coleção de fotos na Caras, parecem inacessíveis. Ledo engano.
Mais do que seguro, me senti querido por saber que essa preocupação não é com o Guilherme Oliveira, de Vendas e Eventos. E sim com o Gui, o moleque de todo dia.
24 julho, 2003
Tem blog novo aí do lado...
Tem o do Jun K... amiguinho de blog faz tempo!
Tem o da Mel, amiga fofa e doida do Cako, que já é de casa!
O do Wagner, bem legal tb, que é amigo do doido do Luis.
Tem o do Daniel Lot e o do Reichstag... tanto um quanto outro, uns dos blogs mais legais que eu já encontrei por aqui.
E a melhor surpresa dos últimos dias, o blog da Carol... amigona desde os tempos do colegial! E o mais legal é que quem conhece a Kerolz sabe que o blog dela é a cara dela !!
É isso... recomendo a visita à todos!
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22 julho, 2003
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