31 agosto, 2009

Então fui lá eu para a TW no Sábado. Fazia tempo que eu queria (e achava que precisava) e apareceu um aniversário de um amigo do Mau, então fui - até pq não é sempre que eu tenho companhia dele para ir.
Eu já estava com o modo periguetchy ativado há algum tempo, e automaticamente se ajustou pro turbo nitro.

Encontrei com o Rafa 15 minutos depois de ter pisado lá, e ele já veio dando o mata leão típico de quando está bêbado. Dei um chega pra lá, afinal de contas eu estava sóbrio, né? Mas bastou dar 3hs de balada, e algumas doses depois, que quando eu o vi passando meio desnorteado (ele estava bem louco) lá pelas 5h am, eu fui atrás e agarrei.

Coisa de 5 minutos, ele disse que ia ao banheiro, eu resolvi largá-lo lá. Engraçado, todo o tesão que eu tive no cara um dia, tinha sumido. Enfim...

Quase na hora de ir embora, não aguentei e agarrei o amigo do Mau. Ele é um fofo, e bja que é uma delícia. Fica, fica, fica, mas não rolou deu ir pra casa dele. Não faz mal, valeu por vltar pra casa as 07h30 e de óculos escuro, fazia tempo que eu não sabia o que era isso!

Ontem fui tomar um café ocm o Mau e ele foi junto, depois o deixei em casa, ficamos de novo mas ele não me chamou pra subir. Melhor assim, eu não passei muito bem a noite, seria pior dar vexame na casa do garoto.

Eu achei que, depois de tanto tempo namorando, beijar outro cara seria mais dramático pra mim, mas não. Na verdade eu só pensei nisso quando entrei no carro, voltando pra casa.

Troquei telefone com o mocinho, vamos ver no que dá. Engraçado que não rola nenhuma euforia da minha parte. Rola sim curiosidade e vontade de provar o resto - até pq deu a entender que faz a coisa bem feitinha, sabe?! - mas nada além disso.

É divertido passar por esse processo... dá uma vontade de saber o que vai acontecer agora, sabe? A sensação é que eu estou lendo um livro, e morrendo de curiosidade pra chegar no capítulo seguinte. E ao fim de cada capítulo, eu paro, penso, analiso... e corro pra cá pra relatar. Vai ser divertido, em alguns anos, eu voltar para ler!

27 agosto, 2009

Depois de exatas 3 semanas, bateu saudade.

Terça feira a noite eu queria falar, desabafar, contar das coisas do meu dia.
Queria ouvir que ele concordava. Depois, queria ouvir que não, que ele pensava diferente mas que me entendia e respeitava.
E queria que me criticasse, apontasse o que não achava bacana e, na opinião dele, o que seria melhor. Como fez várias vezes.

Acho que foi a primeira vez desde então que eu senti saudade dele mesmo... não da companhia, não de um namorado, mas de quem foi o meu namorado. E apareceu assim, do nada, puf!
Não precisou ler nenhum email, ver nenhuma foto nem ouvir qualquer musica pra ela surgir. Foi saudade de verdade.

E da mesma forma que surgiu sem avisar, durou alguns minutos e foi embora sem avisar também. Deixou um leve vestígio que saía dos olhos e descia contornando o nariz, e foi o tempo de chegar até a boca, com um leve gostinho salgado, e secar rapidinho. Puf!

14 agosto, 2009

Na madrugada de 09 para 10 de Novembro do ano passado, eu conheci o Ma. Depois de algumas tentivas frustradas de uma amiga em comum tentar nos apresentar, acidentalmente nos conhecemos pessoalmente naquele Domingo na Loca.

Engraçado que, na véspera, eu tinha ido ao show da Kylie Minogue e lá encontrei o Rafa - aquele confuso, que foi morar em NY e tinha voltado há pouco tempo. Já haviamos ficado umas duas vezes desde que ele tinha voltado. E no Domingo a tarde ele me ligou, para combinarmos um cinema mas não deu certo e ficamos de nos falar na semana. Nunca ligou (ou até ligou, em Julho deste ano).
Naquele mesmo Domingo, o Matheus, um cara que eu conheci em Setembro logo que voltei férias, e saímos algumas vezes, também me ligou pq eu havia sumido. Nós nos ocnehcemos, ficamos duas semanas saindo e ele foi viajar para chicago, passou um mês lá, e quando voltou, eu não estava na vibe. Acontece.

O que eu quero dizer é que num mesmo dia eu pude escolher entre 3 caminhos. O advogado que foi morar em NY, por quem eu fui aficcionado; o Matheus, lindo de morrer e um fofo, e pelo Ma, que eu havia acabado de conhecer.
Acabei optando pelo Ma... bonito, puta vozeirão, filho de espanhóis, doce, queridíssimo pelos amigos. Um tanto quanto perdido e avoado para um cara de 31, devo admitir, mas era fofo. Eu gostava!

Saímos algumas vezes, e nos perdíamos conversando por horas a fio... de passar 6hs no Spot, e sair pq ele tinha que fechar. Umas duas semanas depois de termos nos conhecido, fomos jantar e, quando terminou o jantar, ficou aquele silêncio. Era claro o que os dois tinham em mente (eu, pelo menos, escolhi a dedo a cueca antes de sair de casa, e só jantei salada para não ter nenhum risco de indigestão) mas nenhum tinha uclhão pra falar. Até que uma hora ele perguntou o que eu queria fazer siando de lá, e eu respondi 'não sei vc, mas eu estou louco pra dormir com vc'. Desconcertei o cara, mas chegamos onde queríamos; e foi fantástico.

Os dias foram passando e era cada vez mais gostoso se ver, conversar, passar as noites nos hotéis dos Jardins (sim, moramos ambos com os pais), acordar tarde e dia seguinte tomar café da manhã na padaria. Foi uma rotina gostosa, mas breve.

Quase um mês depois foi aniversário do Mau, e eu sofrendo por antecipação pq estávamos juntos e ele ia conhecer boa parte dos meus amigos. E convenhamos, é uma situação embaraçosa sim, conhecer uns vinte amigos do cara com quem vc está saindo de uma só vez... e ele se saiu tão bem, que eu podia jurar que o aniversário era meu! Eu estava tão radiante que não aguentei esperar completar um mês que estávamos juntos e quis oficializar, e pedi ele em namoro. Ele, bonitinho, perguntou para uma amiga que estava do lado que hs eram...! :)

Vieram os eventos de fim de ano no hotel, e era difícil conciliar as agendas, mas sempre dávamos um jeito. Veio o Natal, e aquela dúvida do que dar de presente.
Veio o Reveillon e os pais dele viajaram, e nós passamos juntos, com um casal de amigas na casa dele. Foi fantástico! Eu não queria estar com mais ninguém, em nenhum outro lugar.
Tive meus minutos sozinho e fiz meu balanço geral de 2008, que foi um ano que marcou mais do que qualquer outro, mas depois foi uma delícia!

Algumas semanas depois nós já nos conhecíamos um pouco melhor, e ele tinha umas coisinhas que me incomodavam um pouco, e vice versa - lógico! Mas sempre conversávamos, cada um expunha o que pensava e tentávamos achar um meio termo. Pro meu primeiro namoro, eu me achava bem adulto nessas horas.

Mas teve um momento, que eu ainda não sei dizer exato qual foi, que as coisas começaram a mudar. Comecei a estar sempre sozinho em alguns compromissos sociais, e a maioria das vezes não era pq não podia, era pq eu simplemsente não conseguia contato. As ligações não eram atendidas, e não havia retorno - se havia, era no dia seguinte.
Era cada vez mais difícil ficarmos juntos, só os dois. Geralmente era em rodas de amigos, e quando conseguíamos ficar juntos, sempre tinha um problema de agenda, um compromisso, um cansaço. Algumas vezes faltava assunto.

E o movimento era sempre meu. O que era normal em qualquer namoro, no nosso não existia mas não era de comum acordo.
Achei, realmente, que fosse uma fase. Que eu não devia largar, que ia passar, que eu aguentava. E eu estiquei e levei até onde eu pude.

Há mais de um mês eu descobri que não aguentava mais. Há 10 dias, eu decidi que não queria mais.
Eu estava mais triste do que feliz. Mais sozinho do que acompanhado. Mais na mão do que saciado - sexualmente, e literalmente falando - o que é pior!

De lá para cá, é uma montanha russa de sensações.
Num primeiro momento vem um alívio, que parece até injusto de tão bom. Foi a decisão mais madura, pesando razão e sentimento tão ponderadamente, que eu tinha tomado até então. Justo eu, canceriano sentimental e marrento!

No final de semana eu me vi sozinho - exatamente como tinham sido os últimos finais de semana, pq ele nunca estava lá - e bateu uma incerteza. Não que ele, naquele momento, estaria ao meu lado... mas, quem sabe, poderia estar.
E você pensa se agiu certo, se foi o melhor caminho a ser seguido. Será que era isso mesmo? Foi o melhor a ter feito? Será que eu deixei de pesar alguma coisa? Mas eu pensei tanto... foram tantas noites sozinho tomando café e fumando.

De repente, vcs não se falam mais todo dia. Vc, que por 9 meses acompanhou toda a rotina, de repente não sabe mais como está, como andam as coisas. O trabalho, as obras, os projetos, a família. O cachorro.
De repente, vc faz seus programas sem consultar quem vc sempre ocnsultou nos ultimos meses - mesmo que ele não estivesse presente.
Tem sido assim. Vez ou outra dá um apertinho, uma saudade... mas dos momentos bacanas que ficaram lá, em Abril, Maio, e que depois não existiram mais. O que existiu depois foi uma esperança de que era um momento difícil que ia passar. E a sensação agora é de que eu fechei a porta até para essa esperança, não tenho mais nada em que me agarrar.


Eu ainda espero uma ligação, confesso. Também pq a redenção é linda e faz parte do meu ideal romântico, ouvir um 'volta pra mim, eu percebi o que eu perdi' me ganharia num estalar de dedos - pq eu terminei gostando. Ainda gosto.
Mas mais do que isso, dói pra caralho saber que, após ter colocado tudo na mesa, não houve um movimento do outro lado que fosse contra o que eu sentia. Eu ouvi um pedido de desculpas e um aceno com a cabeça dizendo que sim, eu tinha razão, se nós tentassemos acertar os ponteiros ia desgastar a relação, portanto era o melhor a fazer.

O que eu mais queria ouvir era que eu estava errado, eu queria ser contestado, queria ver um sentimento de mudança. Eu queria que alguém mais naquela mesa, além de mim, acreditasse e tivesse culhão para não desistir; queria que alguém, além de mim, achasse que valia a pena.

Mas ele não conseguia. Não podia, ou não queria. E isso faz dez dias.

A montanha russa de emoções continua.
As vezes, eu me sinto tão maduro na decisão que eu tomei, por ter dado um chacoalhão e pensado em mim, feliz por estar seguindo em frente, e por deixá-lo livre também.
As vezes, eu paro e vejo que tem sido mais difícil do que eu pensei. Olho para trás, e balanço, não tenho certeza se, mesmo pesando tudo e sendo o mais fiel que eu pude ao que eu sentia, se eu não devia ter dado mais uma chance sequer.

Ainda não sei onde vai dar isso aqui. O exercício diário tem sido aceitar - sem procurar justificativas, razões, motivos. Sem julgamento, culpa, ou punição ao outro lado.

Apenas aceite, Gui. Deixe o resto com o tempo.
E saiba que não tem nada demais olhar pro telefone esperando ouvir ele tocar aquela música que vc escolheu pq ele gostava.

25 agosto, 2007


Ontem fiquei até mais tarde no hotel. Pilhas de coisas pra finalizar, preguiça de ir embora e encarar o trânsito, acabei ficando. Lá pelas 7 e pouco, quando acabei tudo, fui ver meus emaisl e tinha um lá, me convidando pra tal de despedida dele. Cara de pau, pensei.
Saí para comprar cigarro, fui fumar, e quando voltei, uma ligação perdida do dito cujo.

Retornei mais tarde, queria me convidar pessoalmente pra despedida. Então tá. Óbvio que tentei me fazer de ocupado, soltei que tinha um compromisso de trabalho e não sei se conseguiria ir. Domingo à tarde, compromisso de trabalho?! Eu e minha mania de querer parecer algo que não sou... soa tão ridículo, mas eu só me realiza disso depois de ter soltado a frase.

Desliguei com a sensação de que o nó na minha cabeça só havia aumentado. Afinal de contas eu havia ligado 3 dias antes, e quando eu o coloquei contra a parede (mas não foi tão pesado assim, até achei que soou bonitinha a minha frase) ele desconversou dizendo que ligava mais tarde, e até então, nada.
Fiquei praticamente toda a extensão da Av Brasil pensando se eu devia ou não ligar. Porém em seguida me ocorreu que questão não era ligar ou não, e sim, era o que eu esperava ouvir daquela ligação. Pq eu achava que eu precisava de uma direção? Pq sempre o outro lado que tinha que me dar essa direção, me dizer por onde seguir? Pq eu não poderia tomar um rumo sozinho?
Quando dei por mim eu já havia digitado 3 vezes o número 7 no teclado do celular, e segundos depois ele atendeu.

Sabe o que me ocorreu? Acabei de me lembrar que eu te fiz uma pergunta essa semana, e ainda não tive resposta...

Ficou de me ligar mais tarde; dito e feito.
Onze e pouco da noite fui acordado e conversamos por uns 15 minutos. E eu falei tudo o que eu achava pertinente falar. O mais engraçado foi ter ouvido exatamente o que eu imaginava ouvir, mas eu só sesseguei quando aquilo foi dito, sem qualquer firula ou enrolação.
E eu desliguei meu telefone e tive a sensação de alívio. Não sei se por eu ter deixado claro que eu o curtia pra caralho e ele me deixava confuso, ou por ter ouvido as razões dele.

Eu podia simplesmente ter escolhido qualquer um dos motivos que passou pela minha cabeça, me focado nele fingindo que era aquilo e ponto.
Mas nós não somos máquinas. Não é tão simples quanto dar um Ctrl + Alt + Del e finalizar o programa. Você precisa sentir, deixar isso surgir - pq virá quando você menos esperar - e aceitar.

And move on.

23 agosto, 2007

Depois de muito tempo parado, eu resolvi voltar.
Na verdade eu não estava tão parado assim, vez ou outra eu até perdia alguns minutos escrevendo algumas bobagens, mas nada que valesse a pena eu tirar da caixa de rascunhos do Outlook.

Sim, continuo trabalhando no mesmo lugar - só que já fui promovido duas vezes! - e completo 5 anos aqui em Novembro. E nunca fui tão apaixonado pelo que eu faço como hoje.
Sim, continuo sem $$ pois até agora eu não aprendi a administrar meus gastos. continuo não sossegando enquanto não zerar minha conta bancária. Herdei do meu pai esse espírito aventureiro de viver sempre no limite... nesse caso, o LIS, do Itaú.
E sim, continuo aquele moleque que tem o pé no chão mas a cabeça nas estrelas, que vive sonhando, fantasiando e projetando. Que adora um dramalhão mexicano, ainda mais quando ele se vê protagonista de um... e, afinal de contas, não é esse o intuito desse blog?!

E já que tocamos no assunto de dramalhão mexicano, ontem eu fui dar uma volta sozinho depois do almoço, e comecei a analisar o meu cenário atual de relacionamentos.
Eu podia jurar que um certo tipo de gente fosse apenas coisa de livro, ou que só existisse no cinema. Sabe aquele perfil de gente louca, que não sabe o que quer, confusa, some de repente? E de repente aparece, e depois some de novo? E que quando você quer conversar, ela finge de desentendida?
Ou ainda, aquela pessoa que você jurou não querer mais na sua vida - in fact, vc até falou isso pra ela uma vez, num ataque de fúria aí - de repente reaparece e quando você menos espera estão os dois se provocando?

Nunca entendi uma amiga sair com um cara que a tratasse mal, ou que sumisse de repente e ela continuasse encanada nele. "Filhinha, a vida continua! Bola pra frente!" dizia eu, jurando de pé junto que era prático e indolor assim.
Tempos depois estou eu aqui, encanado em alguém que não me procura e não retorna minhas ligações. Que fica comigo num sábado, e quando me vê uma semana depois não é capaz de trocar meia dúzia de palavras. E que dia seguinte me liga pedindo favor. Que cada hora tem uma desculpa e não pode me ver, e que quando eu pressiono diz que me liga mais tarde, e isso faz dois dias.
E pra fechar com chave de ouro, alguém que daqui há exatamente uma semana, vai morar fora do país por 2 anos.

Se fosse qualquer outra pessoa que me contasse essa historinha, eu soltaria logo um "Move on!". Mas nesse caso, não.

I'm stuck.

06 dezembro, 2005

Fui gentilmente convidado a sair de férias entre Janeiro e Fevereiro. Tudo o que eu menos queria...
Minhas férias venceram em Novembro e meu plano era sair lá para Abril, Maio. Não estou tão cansado assim para tirar férias, terei uma semana off entre Natal e Reveillon – regalias do depto. de Vendas – e até lá conseguia juntar um pouco mais de $$ para viajar tranqüilo.
Eu até entendo a posição do hotel – não há como justificar 3 pessoas trabalhando num depto. que praticamente não terá eventos durante 2 meses sendo que uma delas está com férias vencidas.
O pior disso tudo é ter que viajar sozinho em alta temporada, além tudo ser praticamente o dobro do preço, eu estarei all by myself...

29 novembro, 2005

Odeio cair em contradição. Odeio.
Sabe quando você está certo e sem esperar, lhe pregam uma peça e você é pego de surpresa? Então, odeio. Pq me faz parecer fraco e eu odeio parecer fraco. E não é pelos outros não, é por mim mesmo.

A pior parte de tudo isso são as lembranças que aparecem quando eu fecho os olhos.
É sentir o amargo, o after taste que ainda resta nos lábios e não foi digerido.
As palavras duras que ainda ecoam aqui dentro, que parecem bater nas paredes da minha cabeça em vão e não conseguem sair. O descaso que emanava daqueles olhos castanhos, que me encarava e me acuava até me derrubar.

É a preocupação constante daqui pra frente de querer me preservar e não conseguir confiar em mais ninguém sem medo de um súbito fim.

03 novembro, 2005

Oh, look at my face
My name is might have been
My name is never was
My name's forgotten...

29 setembro, 2005

Esse mês eu completei 5 anos de hotelaria.
Acho que a melhor forma de comemorar isso foi trabalhar 2 semanas como eu nunca trabalhei nesse tempo todo... 12, 14 horas por dia pra mais, almoçando em 20 minutos, indo pra casa tomar um banho e voltando pro hotel pra ir embora lá pelas 2, 3 da manhã, acompanhando eventos e mais eventos.
Conseqüentemente, nunca me senti tão realizado nesses 5 anos. Os eventos mais bacanas e alguns dos mais trabalhosos acabam caindo na minha mão de propósito, pq o hotel sabe do meu comprometimento e pode contar mais comigo do que com outros; e ouvir isso do chefe é bom demais, não?!
Por outro lado, sabe quando você se torna um alienado? Não me pergunte os filmes em cartaz, as músicas das paradas, muito menos o que aconteceu em América. E tb não me pergunte de política, essa última na verdade pq nunca me agradou...

O mais engraçado foi quando essa semana começou – muito mais tranqüila, por sinal – eu senti uma necessidade enorme de sair, ver gente, conversar com os amigos, desabafar, sabe?! E de olhar nos olhos, de ouvir, tocar... de sentir que não está só.
E esse “estar só” é algo que tem martelado na minha cabeça. De repente, parece que as afinidades que eu tinha com alguns amigos foram desaparecendo, a ponto deu não ter mais vontade alguma de ligar, procurar, saber como está ou ouvir as histórias.
Parece que de repente eu percebi o quão superficiais são as relações ditas “de verdade” ou “pra sempre” o tempo todo. Quanto mais eu ouço ou leio em scraps esse tipo de afirmação, eu me pergunto qual a veracidade disso, e o que isso esconde por trás. Necessidade de aparecer, insegurança, auto afirmação?
Não estou jogando a culpa nos outros, até pq eu várias vezes agi assim. Só que hj é nítido que eu posso contar exatamente com quem eu nunca precisei afirmar ou provar esse tipo de relação; enquanto os outros ditos amigos tem a duração de um happy hour, de uma balada.
Continuo sim gostando deles, mas aprendendo que não devo esperar demais pq a amizade acabará quando cada um for pra casa, tomar conta da sua vida.

De repente eu me vi cercado de gente, e sozinho. E por mais que eu não queira, acabo me questionando se valeu à pena, de uma forma bem abrangente mesmo.
Acho que aos poucos eu tenho aprendido a não esperar demais dos outros; ainda que seja para me preservar de futuras decepções e desencantamentos. É questão de sobrevivência...

05 setembro, 2005

Ontem, depois de quase um mês, eu reencontrei o Mauricio. Na Loca.
Não, não foi mero acaso. Confesso que eu sabia que ele estaria lá e fui lá exatamente com essa intenção. Eu precisava ter certeza de que ele não sentia mais nada por mim, e principalmente de que eu não sentia nada por ele. Sem contar que cedo ou tarde eu acabaria encontrando com ele em algum lugar, ainda temos amigos em comum e apesar do tamanho, SP não é tão grande assim.

Ele foi o primeiro namorado e por conseqüência, o primeiro ex.
E tudo ocorreu naturalmente... modéstia a parte, os dois transbordam simpatia e educação. Conversamos, fofocamos, rimos, dançamos. E em momento algum eu senti qualquer outro sentimento que não ser um grande alívio de que todos os outros sentimentos aqui dentro se transformaram apenas em carinho e gratidão. E desde o começo, era isso o que eu queria. Poder olhar para ele e sentir que não resta nenhum outro sentimento além de um enorme carinho e gratidão por ter sido uma pessoa que foi importante num período da minha vida. Se o Luciano Huck consegue, pq eu não conseguiria?!

Depois de sair da Loca eu parei no Fran´s da Sumaré, tomei um café e fumei um cigarro. E lá sentado, olhando o movimento dessa cidade que não pára nunca e olhando as pessoas, eu vi que eu não era o único. Que todos lá, se ainda não passaram, um dia passarão por um rompimento igual, mais ou menos doloroso que seja, e terão que superar isso.
Mais do que isso, eu percebi que havia colocado um ponto final em tudo isso, e estava pronto pra me apaixonar novamente. Que venha então mais um novo amor, pq a minha estória está apenas começando.

29 agosto, 2005

O fim de semana foi estranho...
5ª feira fiquei sabendo que depois de quase 6 meses o Lucas viria para cá. Confesso que uma lagriminha escorreu, afinal muita coisa aconteceu nesse meio tempo e finalmente eu teria um final de semana pra sentar e conversar com uma das pessoas que eu mais gosto!

E é lógico que acabei saindo o final de semana inteiro, como eu imaginei que seria. Mas fiquei o tempo todo quieto.
Não consegui tecer um comentário das histórias que cada uma das pessoas que eu vi contava. Não consegui expressar um sorriso, nem me interessar pelas histórias de ninguém. Confesso que tentei, mas me senti extremamente deslocado.

Sábado à noite, quando estávamos só eu e o Lu, achei que conseguiríamos conversar numa boa... ledo engano.
Primeiro que só ele falou o final de semana inteiro, e dessa vez não foi diferente. Ele não foi capaz de perguntar de como estava o hotel, de como estavam meus amigos, as coisas na minha casa, como foi o meu namoro, nada. Quando falava de mim, eram cobranças e criticas, as always.

Ontem passei a tarde inteira com a Mari, fomos almoçar na Vl. Madalena e tomar sorvete na Haagen Dazs. Mais tarde, encontramos com o resto do povo no bar da Dida.
Hoje fiquei sabendo que não fui o único que teve essa impressão, a Mari sentiu a mesma coisa. Pra falar a verdade, isso ficou bem nítido ontem. Não fosse por dois outros amigos, ficaríamos 3hs com cara de samambaias, até mesmo quando o silêncio reinava, algo que aconteceu várias vezes ontem.

Pior foi saber que, nos 5 minutos que fiquei fora da mesa, virei alvo de criticas exatamente por isso.
O pior não é ser alvo de criticas, cobranças, ou coisas do tipo. O pior é ninguém ter o mínimo de sensibilidade de chegar e conversar, perguntar como você está, o que foi que aconteceu.

É engraçado isso! Eu sempre me achei um cara bacana, querido, rodeado de pessoas com quem eu tinha essa cumplicidade, sabe?! E sempre achei que quando eu precisasse, essas pessoas estariam lá, como eu sempre estive à disposição delas. Não deixa de ser uma troca!
E de repente você pára, fica no seu canto observando tudo de longe, e vê como alguns relacionamentos entre pessoas são superficiais. Sim, as pessoas mudam, amadurecem, e às vezes você deixa de ter afinidades com esse ou aquele. Mas não é por isso que se deixa de gostar!

Não sei se mudei demais de uns tempos para cá, não sei se amadureci ou me fechei, ou se é apenas uma fase de cara amarrada. Sei que esse fim de semana me senti totalmente deslocado, e mais uma vez me questionei o quanto vale à pena se doar tanto aos outros.

De tantas certezas que eu tive, a melhor delas é saber que não importa quantos amigos eu tenha, com quem eu me relacione, onde quer que eu esteja ou que rumo minha vida tome... eu terei sempre o colo da Mari pra voltar, pq eu descobri nela o meu porto seguro. E sei que nunca estarei sozinho.

10 agosto, 2005

Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Guerra...

22 novembro, 2004

O fotolog não funciona desde a semana passada. E eu, addicted to blog que sou, pra não passar vontade, pensei em pq não ressuscitar este daqui que, um dia, fez parte da minha rotina e acabou jogado às traças?! Assim, cá estou.

A vida tem estado bem gostosa ultimamente.
Coisas novas, pessoas novas, sentimentos novos... que, por uma fração de segundos quando fecho os olhos, me fazem tocar o céu e voltar, e só então sinto meus pés em terra firme. É bom.

Final de semana?!
Sexta feira, inicialmente, tínhamos planos de pegar um cineminha no Higienópolis maravilhosa e depois esticar para a casa da Mari e ficarmos por lá... eis que no meio da tarde surge o email “changin plans”!
Após um pit stop no Pão de Açúcar fomos eu, Lucas, Fernanda, Simone, Bruno e Nando (que foi introduzido na turma) pra casa dela, e por lá ficamos até às 04 da manhã... Norah Jones remixes, muita vodka, incensos Loccitane, jogo da verdade e cabelos lisos!

Sábado, após uma noite de sono muito pesado, passei a tarde inteira na casa da Bel e do Fabrício... foi muito bom!
Vi o álbum do casamento dela, conversamos, rimos, colocamos as fofocas em dia e lembramos dos tempos de escola eu, ela e a Thaís. Um pouco mais tarde me aparece o Felipe, meu melhor amigo meu quando tínhamos nossos 13, 14 anos, e a Tatiana /tatisalla.

Encontrar a Tati foi algo à parte.
A verdade é que nunca fui muito amigo dela, no casamento da Bel nem nos falamos, por razões mais minhas do que dela. Fato é que, depois de sábado, eu me arrependi de não termos nos aproximado antes, uma vez que amanhã ela embarca para Portugal... mas eu tenho certeza que ganhei mais uma amiga, e sei que ela tem essa certeza também.

À noite, fui dar uma volta com o Lucas e acabamos no Vermont...!
O mais engraçado foi um conhecido do Lucas que mal tinha trocado meia dúzia de palavras comigo, e de repente me agarra do nada e, após certa resistência minha ele vira pro Lu:
“Que esquisitinho seu amigo, ele não beija de língua!”
“Eu beijo de língua quando eu quero...”

Sei que o cara ficou com cara de pombo, o Lucas ficou roxo e eu continuei na minha!

Ontem rodamos os jardins – eu, Lucas e Mari – à procura de um lugar novo pra ir.
O Nando me ligou chamando pra ir na Loca, mas acabamos no Balcão nos acabando de sake com lichia... pra variar um pouco!
À noite, Efeito Borboleta. Ótimo!!

E hoje completo 2 anos vivendo a dor e a delicia de ser Unique.
Parece que foi ontem que a petulante frase “Só saio daqui, se for pra eventos lá!”, dita por mim em alto e bom tom em uma reunião no Sheraton, tomou forma e se concretizou...

09 agosto, 2004

Quase 3 meses sem notícias...
Não sumi por nenhum motivo aparente, ou pelo menos acho eu.

Estou viciado no Orkut. Cada dia encontro uma pessoa diferente: gente da escola, amigos de família, colegas de trabalho, clientes, best friends que eu nunca inaginaria encontrar por lá, uma loucura!

Completei 22 anos e tive a melhor festa de aniversário de toda a minha vida.
Me senti querido e vitorioso – quem me conheceu há uns 5 anos atrás sabem do que estou dizendo.

Tirei uma semana de “mini-férias” e fui pro Rio com a Mari. E voltei com a certeza de que ainda vou morar lá.

Comprei um labrador que é a coisa mais linda do mundo, apesar de impossível e de não parar um minuto quieto sequer. Dei o nome de Baco, apesar de chamá-lo de “babe” o tempo todo.

Ainda não voltei pra faculdade. Janeiro de 2005 é o meu prazo máximo, faltam apenas 06 meses e eu não vejo a hora de acabar e me livrar desse peso.

As outras coisas ainda continuam iguais.
Cada dia que passa trabalho mais e gosto menos disso. E isso me preocupa.

Por enquanto é isso. Qualquer dia desses eu volto...

24 maio, 2004

Meu plano era deixar você pensar o que quiser
Meu plano era deixar você pensar
Meu plano era deixar você falar o que quiser
Meu plano era deixar você falar

Coisas sem sentido
Sem motivo, sem querer
Andei fazendo planos pra você

Engano seu, achar que fosse brincadeira
Engano seu
Aconteceu de ser assim dessa maneira, o plano é meu
Mesmo sem motivo
Sem sentido, sem saber
Andei fazendo planos pra você

Pra você eu faço tudo e um pouco mais
Pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos
Deixo tudo ao largo
Você tenta em vão me convencer
Que é melhor não fazer planos pra você

Meu plano era deixar você fugir quando quiser
Meu plano era esperar você voltar
Engano seu, achar que o plano é passageiro
Engano meu
Acho que o destino, antes de nos conhecer
Fez um plano pra juntar eu e você

Pra você eu faço tudo e um pouco mais
Pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos
Deixo tudo ao largo
Pra você tentar em vão me convencer
Que é melhor não fazer planos pra você

17 maio, 2004

Sexta, 14
É incrível como, depois de um tempo na vida, os dias passam cada vez mais rápidos.
Cada dia é mais coisa pra fazer, mais problema pra resolver, mais coisa com o que se preocupar... trabalho, trabalho, trabalho.

A semana tinha passado super rápido que eu mal tive tempo de parar pra pensar nisso ou naquilo, nele ou nela. Esqueci de tudo e voltei minhas atenções pro trabalho.
6ª feira, 4 da tarde eis que surge a idéia de irmos pra Trash 80´s... e eu, sinceramente, acho que foi uma das baladas mais merecidas de todos os tempos, para todos nós, Mari, Sandrinha, Simone, Ale, Nando, Déa e eu.
Há tempos que eu não me divertia tanto!

Sábado, 15
Quebrado. Cama e tv o dia inteiro, e eu não queria mais nada.
A noite ia sair com os amigos da Clau que vieram de Miami, íamos no Clube Chocolate e depois pra Level.
Mas entre tantos problemas, acabamos indo apenas pro Ultra, onde ficamos umas 2hs e depois fomos embora.
Eu ainda parei pra tomar um café na Galeria, pq com o frio que estava nada seria melhor.

Domingo, 16
Depois de muito conversar, ficou decidido dvd + vinho na casa da Mari. Chego lá e o Lucas decide ir ao espaço Unibanco.
Duas horas depois eu estou no espaço Unibanco, morrendo de frio pq ñ estava vestido para encarar nada além do que um dvd, quando me ligam e avisam que mudaram e foram pro Frei Caneca. Estou rifando meus amigos, alguém quer?!
Assistimos “Minha vida sem mim”, um filme muito legal, apesar de bem triste. Precisa dizer que saí chorando do cinema?!
No caminho de casa ainda esbarro com o Leo voltando da Loca! São Paulo grande deste tamanho e a gente vai se cruzar na rua, à meia noite e pouco... vai entender!

Segunda feira, 17
Mais uma semana...

13 maio, 2004

Falem o que quiser, mas eu comprei o cd do Marcelo D2. E estou amando o som do cara!

03 maio, 2004

Where do we go, nobody knows
I've gotta say I'm on my way down
God gave me style and gave me grace
God put a smile upon my face


Where do we go to draw the line
I've gotta say, I wasted all your time, oh honey honey
Where do I go to fall from grace
God put a smile upon your face, yeah


nahh when you work it out I'm worse than you
Yeah when you work it out, I wanted to
Now when you work out where to draw the line
Your guess is as good as mine...


Where do we go, nobody knows
Don't ever say you're on your way down, well
God gave you style and gave you grace
And put a smile upon your face


nahh when you work it out I'm worse than you
Yeah when you work it out, I wanted to
Now when you work out where to draw the line
Your guess is as good as mine...

23 abril, 2004

Todos que me conhecem sabe o quanto eu me dedico no meu trabalho. E que eu não falo isso pra me vangloriar nem nada.
Primeiro de tudo, eu faço parte de uma minoria do país que trabalha não só por $, e sim pq gosta do que faz. E outra que, a partir do momento que eu entro numa empresa, eu assumo um compromisso.
Foi assim no Lorena. Foi assim no Sheraton. É assim no Unique, mais ainda do que nos outros dois hotéis – obviamente, à medida em que você cresce vc ganha mais responsabilidades.

Perdi as contas de quantas vezes eu cheguei atrasado e/ou faltei na faculdade pra ficar no hotel.
Vim vários sábados para supervisionar meus eventos.
E madrugadas também! Cada uma das baladas pra 2, 3 mil pessoas desse hotel eu estava presente nos bastidores, com a mão na massa, do lado do cliente, pronto para qq coisa. E a iniciativa sempre foi minha.
Faltando uma semana para minhas férias, me pediram para tirar 20 dias ao invés de 30. Na mesma hora eu disse sim.

Nada vem fácil nessa vida, e eu sei bem disso.
Eu mato um leão por dia aqui dentro e continuarei matando pq sei que falta pouco pra chegar onde eu quero. Mas algumas coisas eu não tenho obrigação alguma de agüentar.

Ontem enviei uma ordem de serviço de um evento que acontece 6ª feira que vem, enviei com uma semana de antecedência...
Confesso que, ultimamente, isso é raridade. Peguei uma maré de clientes enrolados que não sabem trabalhar e que deixam tudo pra ultima hora, que acabava enviando isso 2 dias antes do evento, e saindo daqui as 8 da noite.
A Claudia, como chefe decente que é, manda o seguinte email copiando o Rodrigo, diretor operacional.

Wow! Vivendo e aprendendo, BEO circulando 7 days prior to function date! Go Gui!

Legal, é normal dos chefes elogiarem e motivarem a gente! Aí o Rodrigo responde...

Logo, não tem motivo para ficar além do horário... não é?!

Se a intenção dele era fazer uma piada, ele foi muito infeliz.
Mas se ele foi sincero no comentário dele, ele que se exploda com os eventos desse hotel que ninguém tem saco nem capacidade para fazer, além de mim. Pq agora eu saio as 6 da tarde e deixo as bombas estourarem, aconteça o que acontecer.
Reconhecimento de cu é rola!

14 abril, 2004

O dia de ontem não foi legal para ninguém. Alguma coisa aconteceu, a lua deveria estar fora de curso ou algo do tipo, pq eu nunca vi coisa igual.
Além de azedo, mal humorado e depressivo, eu estava com 02 eventos in house, e ambos deram errado. Marianna, Lucas... a mesma coisa.
Foi a deixa para um happy hour.
Nos encontramos os 3 lá no Balcão, um bar muito legal na esquina da Melo Alvez com a Al. Tietê... e lá cada um fez seu desabafo! Era impressionante o desânimo estampado na cara de cada um...

Logo na saída comentei com o Lucas que eu tentei falar com o Fernando mais uma vez no domingo e não consegui, então havia desistido... quando o Lucas pede mil desculpas, e me diz que encontrou com ele em São Vicente e perguntou na cara dura pq ele ñ me ligou. Sabe qual foi a justificativa que eu tive que ouvir depois do dia de cão de ontem?!
"Ah Lucas, ele é muito fofo, muito bonzinho, beija bem mas é pra casar. E vc sabe como eu sou galinha, não ia dar certo! Me cortou o coração ouvir o recado dele... mas eu não quero machuca-lo!"
Um... quem foi que disse que eu não sei me divertir e fazer putaria tb?!
Dois... qual o problema em ser galinha e achar alguém que não seja, e tentar algo?! Ou ele quer dar pra um diferente à cada noite, até o fim da vida dele?!
E três... custa então jogar limpo e abrir o jogo?! É tão mais fácil!
Nessas horas eu entendo a revolta da Carol em ouvir "Ah, vc é muito boazinha... é menina pra casar!"!
Não adianta, as pessoas são complicadas e gostam disso! E gostam mais ainda de complicar e confundir os outros!

Hoje eu ainda estava aqui, fazendo o meu trabalho bonitinho, compenetradinho, com a lontra do estagiário olhando, quando chega um email da Alessandra com o subject "PMerd!" endereçado à todos...

Eu queria saber o que acontece aí em Sampa, vcs estao tao concentrados em alguma coisa que nao dá nem para escrever... Como vcs podem perceber eu já até tirei a Marianna da lista, pq ela nunca resposnde mesmo, e comigo é assim ...eu simplesmente vou tirando nomes da lista!!!

Guilherme, eu te pedi uma coisa faz mil anos e vc nem respondeu!!!
Lucas vc é um ingrato desnaturado...
Bruno Lee, desde que acabou a comissao de formatura vc sumiu!
Simone, vc escreve uns e-mails muito evazivos...
Janaina, vc nem se dá ao trabalho de dizer se esta viva ou morta...
Fernanda, vc só escreve quando quer praticar espanhol...

Querem saber do que mais, em dois meses estarei aí e só visitarei o Gouvea, que por incrível que pareca é o único que mantém contato...E o menino nao folga a semanas!

E podem esperar e-mail mais agressivos que esse...comecaram as mudancas drásticas de humor!!
Falou entao!!!


Rá! Não, não mesmo!
Eu já não estava bem, e ter que aguentar amiga grávida temperamental dando piti com todo mundo foi a gota d´agua!!

Sim, eu vou me dar ao trabalho de lhe responder esse email, nem que isso tome 5 minutos do meu tão precioso e cada vez mais escasso tempo, como vc adora dizer em cada email.

Não vou defender o resto da turma, afinal I don´t care and I don´t give a damn to your personal issues. Só me responda que coisa é essa que vc me pediu, pq eu realmente não faço nem idéia do que seja!!

Imagino realmente que os hormônios estão cada vez mais rebeldes aí dentro, mas segure um pouco pq sua gravidez está apenas começando. E além de fazer mal para você emocional e fisicamente (sua pele e cabelos podem ficar ruins), pode fazer mal para o pequeno. E deve irritar o Joaquin depois de um dia estressante de trabalho.

Pode parecer encheção de saco minha, mas é para o seu próprio bem. Quem diria, a gente se preocupa com você!

Acho que é só isso mesmo. Take it easy, e se cuide(m).

Bjus da primeira pessoa que parou td o que estava fazendo quando recebeu o seu email e te ligou no México para dar os parabéns (pq eu odeio qq tipo de cobrança, ainda mais quando ela é injusta),

Gui


Modéstia à parte, eu sei ser bem mal educado e irônico quando eu quero...
Foi reply to all e eu não quero nem saber. E ela que nem sonhe em revidar sem pensar duas vezes, pq aí quem vai jogar coisas na cara sou eu.
Até pq amizade não se cobra, pelo menos não desse jeito.

Sim, eu estou puto. Muito puto!